Bem-vindos à Biblioteca Escolar de Arazede! Esperamos pelas vossas visitas...

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Biblioteca Escolar
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terça-feira, 25 de novembro de 2014

Os Direitos Humanos sob diferentes perspetivas

Os contos de Hans Christian Andersen têm motivado, na BE, a reflexão sobre os Direitos Humanos. Sensível às desigualdades instaladas na sociedade do seu tempo, o autor espelhou muitas vezes nas suas histórias o sofrimento vivido pelos mais desfavorecidos.
Ontem, o 5º B veio à BE, durante a aula de Cidadania, para uma reflexão sobre os Direitos da Criança, a partir da curta metragem de Roger Allers (2006), A pequena vendedora de fósforos, filme inspirado no célebre conto de Andersen. Comprovando que a realidade narrada nesta história continua, infelizmente, atual, estiveram no centro da nossa reflexão os dois nomes do Prémio Nobel da Paz deste ano, Malala Yousafzai e Kailash Satyarthi, que têm lutado pelos Direitos das Crianças, com especial destaque para o direito à Educação.
Hoje, foi a vez de os alunos da Ed. Especial (C.E.I.) virem refletir sobre o tema, partindo do Artigo 1º da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em mais uma sessão da atividade "Crescer com a BE". Todos mostraram ser sensíveis à questão da igualdade e perceberam que ninguém, por ser diferente, poderá ser descriminado. Viram, pois, com toda a atenção a história d' O patinho feio, num filme de animação narrado pelo ator Ruy de Carvalho (Público, 2004).
 

terça-feira, 18 de novembro de 2014

Pensar os Direitos Humanos

 
No mês de novembro, a BE revisita os Direitos Humanos, sob diferentes perspetivas. Inspirados pelo Prémio Nobel da Paz deste ano, quisemos também relembrar os Direitos da Criança, a partir dos caminhos que a leitura, literária e não só, nos abre. Foi assim que Hans Christian Andersen, os seus extraordinários contos e personagens inesquecíveis, surgiu como "Autor do Mês", convidando os nossos alunos a conhecer melhor a sua vida e a ler a sua obra com olhos de ler...
No tempo e na sociedade de Andersen, muitas crianças não tinham direitos; a fome, o frio, a solidão e os maus tratos eram a sua única escola. Mas, olhando hoje o exemplo de Malala Yousafzai, para quem o grande objetivo de vida é a educação para todas as crianças do mundo, constatamos que as grandes injustiças e desigualdades do universo de Andersen continuam presentes, nosso tempo.
Nos passos de Andersen, muitos outros escritores para a infância acordam a nossa consciência através das histórias que nos contam. Será o caso de Luísa Ducla Soares, com a sua obra Desejos de Natal (2007), que hoje visitou os meninos da EB1 de Arazede, na Hora do Conto. Depois de uma conversa sobre os Direitos da Criança, e da leitura de um poema de Matilde Rosa Araújo dedicado ao tema, todos escutaram atentos a história do Zeca, um rapaz a quem o Pai Natal nunca trazia presentes. Seria porque, no morro onde ficava a barraca do Zeca, as ruas não tinham nome?! Ou porque, ali, ninguém enfeitava árvores de Natal?... Felizmente, houve um Natal autêntico, caloroso e doce, para este menino, que conheceu, finalmente, o "Pai Natal".
Aos alunos do 4º Ano a BE deixou o desafio de ajudarem a montar a nossa "Árvore dos Desejos de Natal". E outras histórias, reais ou imaginadas - porém cheias de verdade - virão ainda aquecer a nossa BE. Fiquem atentos!

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Celebrar Abril

No âmbito dos 40 anos do 25 de Abril de 1974, recebemos hoje na BE a Doutora Manuela Cruzeiro, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, para duas sessões dedicadas a este momento histórico e ao seu significado. Tendo como público as turmas do 6º e do 9º Anos (na primeira e na segunda sessões, respetivamente), a nossa convidada manteve com os alunos uma comunicação informal marcada pelo diálogo e pela participação dos jovens presentes.

Este encontro foi o culminar de um conjunto de pesquisas e trabalhos sobre o tema, estabelecendo a ponte com a atualidade do país. Ao 6º Ano coube o desafio de fazer entrevistas no seio familiar e na comunidade, procurando, através dos testemunhos recolhidos, comparar o fenómeno da emigração portuguesa antes de 1974 e nos nossos dias. Os alunos do 9º Ano fizeram um levantamento, em diversos periódicos nacionais online, de títulos, imagens e informações sobre o país atual. Os materiais produzidos ou selecionados estão em exposição na BE.
 
Também em exposição estão outros trabalhos dos alunos do 6º Ano, em torno dos 40 Anos do 25 de Abril. Merecem ser lembradas as telas pintadas pelos alunos do 6º A, com a ajuda dos seus familiares, alusivas à Revolução dos Cravos, e que se encontram expostas na BE.

Do 6º B, e das aulas de Ed. Visual desta turma, são os cartazes que expusemos à entrada da BE, nos quais a imagem se faz de palavras.


Em destaque está ainda uma representação da "cela" de Álvaro Cunhal, enquanto preso político, recordando "o homem, o pensador, o artista" e, simbolizados nele, todos os presos políticos do Estado Novo; nesta exposição destacam-se os desenhos do autor, recriados pelos alunos: trata-se de uma iniciativa proveniente das aulas de Ed. Visual do 6º B e que contou ainda com a colaboração do ATL.








E também o "Autor do Mês" celebra Abril connosco: José Jorge Letria.
 
Têm sido, ao longo das últimas semanas, diferentes formas de comemorar estes 40 anos do 25 de Abril. Mas todas elas confluiram no objetivo de o fazer com espírito crítico, provocando mais perguntas do que lições estudadas de cor; interpelando, comparando passado e presente - construindo memória.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

Outubro - Mês Internacional da Biblioteca Escolar

 
 
Biblioteca Escolar: uma porta para a vida. Este é o tema lançado pela IASL (International Association of School Librarianship) para inspirar, este ano, no mês de outubro, as Bibliotecas Escolares. Na BE de Arazede, abrimos caminho à imaginação para um mês em cheio. Desde já, o nosso agradecimento à equipa do ATL pela colaboração.
 
Em destaque...
Uma curta viagem por algumas das mais bonitas e impressionantes Bibliotecas do Mundo, através da exposição com que celebramos este mês...
 
 
...José Saramago foi o escritor escolhido para abrir a rubrica do Autor do Mês, com sugestões e desafios com que queremos cativar os nossos leitores.
 
 
E novas surpresas estão a ser preparadas... fiquem atentos!

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

A magia da BD

Recebemos hoje na BE o autor de Banda Desenhada Hugo Teixeira, que veio partilhar com os nossos alunos do 5º, 6º e 7º Anos a paixão que, desde miúdo, dedica a esta arte. Autodidata, Hugo Teixeira tem vindo a apurar o seu próprio estilo e, ao longo de cada sessão na BE,   foi desvendando os pormenores do seu trabalho, desde os traços simples que nascem com uma nova ideia, uma nova personagem, até à complexidade das cores e formas que se harmonizam e fazem progredir a narrativa.
Contou-nos que adora desenhar e, quando surge a inspiração, não resiste a transpor para o papel as imagens que o invadem, nem que seja para um pedaço da "toalha" sobre a mesa do café, ou para um dos seus blocos de notas, cheios de rabiscos preciosos... e nem sempre partilháveis!
Mahou na origem da magia (a sua mais recente obra, que construiu em coautoria com Ana Vidazinha) foi o livro que permitiu conhecer esse processo, contado pelo próprio autor. Folheando as suas páginas cheias de cor e de ação, Hugo Teixeira selecionou alguns elementos, para explicar o percurso que leva, em cada prancha, ao resultado final.

 
Em traços rápidos, o artista demonstrou a importância de algumas técnicas,  desafiado pelas folhas em branco ao seu lado. Explicou, por exemplo, a eficácia dos balões que marcam a transição entre vinhetas, ou da represenção visual do espanto de uma personagem a finalizar uma prancha, suscitando a curiosidade do leitor.
 
A exuberância da natureza e da sua profusão de cores atravessa as páginas de Mahou na origem da magia e, talvez por isso, houve entre o público quem perguntasse se o facto de ter nascido em Amarante tem influenciado a maneira como o autor vê a realidade e a desenha. E, sem dúvida, Hugo Teixeira confirmou esse amor pela natureza e pelas cores terra que talvez nasça desse ambiente que marcou a sua infância e juventude.
Foi, de resto, na infância e, mais claramente, na adolescência que ele sentiu surgir a paixão pela BD, desde os tempos em que devorava as histórias aos quadradinhos da Disney ou do Astérix e em que começou a esboçar os seus próprios desenhos. Tal como alguns dos nossos alunos, que gostam igualmente de desenhar... e quiseram surpreender o autor com os seus desenhos em BD. 


Hugo Teixeira produz atualmente para o público juvenil e este seu livro é o primeiro volume de um ciclo, cuja continuação surgirá em breve num novo livro que está já na forja. Mas, como se frisou no diálogo entre o autor e o público da 2ª sessão, a BD não está apenas reservada à infância e à adolescência, nem as suas histórias são forçosamente simples e superficiais. Pelo contrário,  esta forma criativa e complexa de comunicação pode adaptar-se a todas as idades e cruza-se, certamente, com outras artes.
E, acima de tudo, a BD é magia!

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

António Mota na BE de Arazede

Foi esta semana, dia 17, durante a manhã, que tivemos o prazer de receber o escritor António Mota, aguardado pelos alunos do 5º, 6º e 7º Anos com expectativa. Muitos dos seus livros têm andado de mão em mão, desde o início do ano letivo, e alguns deles têm sido alvo de leitura orientada na sala de aula. Foi assim, a partir da leitura, que surgiram ideias giríssimas para divulgar esta obra  à comunidade e presentear o escritor, retribuindo a sua simpática visita. Nas palavras de António Mota, o melhor prémio que pode receber é a leitura da sua obra. Os professores envolvidos nesta atividade podem orgulhar-se de o ter conseguido!

Mas vamos partilhar com os nossos leitores o registo deste encontro memorável. Comecemos com as belíssimas ilustrações que os alunos do 6º Ano desenharam nas aulas de EVT, inspirando-se em obras do autor lidas em Língua Portuguesa. Esta foi uma das surpresas que o aguardavam na BE.





O encontro organizou-se em duas sessões. Na primeira, um enxame de laboriosas abelhinhas (5º A e 5º C) tinha, para António Mota, o mel das boas-vindas.


E, por entre pequenos presentes dos alunos, que marcaram o percurso desde a leitura da obra até à conversa com o escritor, António Mota revelou-se aos nossos leitores, no estilo carinhoso e espontâneo que o caracteriza. Foi uma manhã inesquecível para eles e para todos nós, que tivemos o gosto de o conhecer pessoalmente.
Do diálogo entre escritor e leitores, surgiram as revelações na 1ª pessoa, sobre uma vida dedicada à escrita e às crianças. Nos seus livros, também ele, como Torga, nos dá a conhecer um "reino maravilhoso". Na paisagem agreste das serranias natais, acompanhamos os protagonistas infantis na descoberta das primeiras verdades da vida, as que ficam para sempre e fazem crescer o ser humano.

Na 2ª sessão, o escritor apresentou-se de um modo diferente. Sem deixar de solicitar o diálogo, projetou alguns diapositivos com imagens da sua terra e recordações de infância que deixaram rendido o público presente. Entre outras curiosidades, António Mota falou-nos de "Nininha", uma árvore que lhe deu colo e lhe embalou a imaginação.
E sobretudo os pequenos leitores ficaram a conhecer a "biblioteca ambulante" da Gulbenkian, cujas estantes António Mota explorava, em criança, e que muito o ajudaram a alimentar o gosto pela leitura, a imaginação e a paixão pela escrita.

Foi com pena que vimos o tempo voar e este encontro chegar ao fim. Foi um encontro feito de partilhas, entre o mistério da paixão pela escrita e a expectativa perante o mistério da leitura. Durante os meses que antecederam esta visita, muitos alunos leram e aprofundaram a intimidade com o escritor, uns por pura curiosidade, outros porque desejavam ilustrar um episódio ou um cenário, outros ainda porque iriam participar numa das divertidas "surpresas" com que receberam o autor. Pela leitura orientada ou recreativa, António Mota foi bastante procurado, ao longo dos últimos meses, na BE, e foi recebido com entusiasmo. A leitura, às vezes, tem mistérios... E vale a pena desafiá-los.

Boletim da Biblioteca - Dezembro 2013

Boletim da Biblioteca - Junho 2013

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