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quarta-feira, 3 de maio de 2017

Vamos falar de... União Europeia, fronteiras e refugiados


No âmbito do programa "O CES vai à escola", do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, a BE recebeu ontem a Doutora Licína Simão, que veio apresentar aos alunos do 8º e 9º Anos uma reflexão em torno da problemática dos Refugiados, no atual contexto europeu e mundial. Foi uma sessão que contribuiu para aprofundar os temas em estudo na disciplina de Geografia nestes anos de escolaridade.
Particularmente, as turmas do 8º Ano tinham já estudado esta temática e, nas últimas semanas do 2º Período, dedicaram-se à realização de trabalhos de pesquisa, que foram agora expostos e que garantiram a familiaridade dos alunos com alguns dos factos e realidades apresentados pela nossa convidada.
Também ao 9º Ano esta abordagem permitiu estabelecer a ponte entre a atualidade e a realidade que envolveu a 2ª Guerra Mundial (estudada nas aulas de História), no que se refere às movimentações de refugiados, bem como às causas que estiveram e estão na origem destas deslocações forçadas; permitiu-lhes também reconhecer a espantosa semelhança entre as imagens do passado e do presente - à luz da Declaração Universal dos Direitos Humanos, nascida, após aquela guerra, do desejo de jamais ver repetidos os horrores que ela trouxera.
Da reflexão sobre factos, sobre memória e atualidade, se faz também o estudo e a escola e se prepara a cidadania. À Doutora Licínia Simão e ao CES - Centro de Estudos Sociais, o nosso agradecimento.

sábado, 1 de abril de 2017

Semana da Leitura

Durante esta semana tão especial, a leitura esteve presente na nossa escola e na BE sob variadas formas. Uma das mais eloquentes foi, certamente, a exposição de trabalhos das crianças dos Jardins de Infância de Arazede e do Tojeiro, que, com as suas famílias, recriaram muitas das histórias dos livros da BE. Lidas em casa e reinventadas, elas regressaram até nós, que assim pudemos voltar a lê-las com um novo prazer.
A princesa que bocejava a toda a hora, de Carmen Gil, e O Cuquedo, de Clara Cunha, apresentadas aos meninos dos JI de Arazede e do Tojeiro, respetivamente, na Hora do Conto, deu o mote para que eles levassem essa e outras histórias para suas casas e desafiassem a família a fazer um belo trabalho ilustrativo: às crianças de Arazede coube o tema "Princesas, Príncipes e Castelos"; às do Tojeiro, "Medos e situações assustadoras".
O resultado foi extraordinário e tem merecido muitos elogios por aqui! 

E, a abrir esta grande semana, no dia 27 de março, recebemos na BE o poeta e escritor José António Franco, que era esperado pelas turmas do 3º, 4º, 5º e 6º Anos.
Poesia é música e ritmo, é surpresa e deleite. E o nosso convidado, melhor que ninguém, soube fazê-lo sentir aos que o ouviam...
Mas, além do gosto de escutar e de dizer poesia, ficou ainda uma mensagem a não esquecer: é preciso saber ouvir, saber olhar. Saber "guardar no bolso", à maneira de José Gomes Ferreira, que o poeta evocou, os bons momentos, as coisas bonitas, para voltar a contemplá-las mais tarde, muitas vezes. E os nossos alunos esclareceram o que é isso de "guardar no bolso" as coisas belas: as férias, uma conversa de amigos, um lugar maravilhoso... E que "bolso" é esse: a memória, a imaginação.
Para o José António Franco, alguns alunos, do 1º e do 2º CEB, tinham uma pequena surpresa: versos que eles próprios compuseram, seguindo o exemplo de um dos poemas do autor. Que este encontro seja guardado no bolso, pelos nossos alunos e pelo poeta!

E a semana continuou, com uma troca de poesia e música, já na terça-feira. Entre o 8º A e  a turma do 3º Ano, houve um autêntico desafio poético. Quem esperava, como os alunos do 8º Ano, que as crianças iam apenas escutar e aplaudir - bem se enganou! Também os mais novos traziam poemas para dizer aos mais crescidos, e assim se foram alternando ora os textos ditos pelos grandes, ora os versos dos pequenos.
As flautas do 5º B marcaram alegremente o final deste despique, que - todos concordaram - ficou empatado!

No dia seguinte (e noutros dias desta semana), destacaram-se as nossas "Leituras no Sofá", em que participaram turmas do 2º e 3º CEB, com a apresentação pelos alunos de obras lidas autonomamente, ou com a leitura em voz alta de obras abordadas na sala de aula.
Na quinta-feira, dia 30, o destaque foi para outras leituras, inspiradas pela primavera: na BE, a aguardar, tínhamos já um grupo de utentes do Lar de Idosos de Arazede, que convidámos para esta manhã especial, aos quais se juntaram alguns pais e professores. Os meninos do 4º Ano, preparados pelo Eduardo e a Sandra do ATL Fernão Mendes Pinto, entraram, nervosos mas concentrados, para a sua dramatização do conto de Oscar Wilde "O rouxinol e a rosa".
Quem teve a sorte de apreciar este momento deliciou-se com a elegância dos pequenos atores, as rosas sobressaindo entre o negro dos seus trajes, as vozes cruzando-se no silêncio da BE, sobre música de fundo.
Descansaram os atores, juntando-se ao público, e chamámos a nossa convidada, professora Floripes, que da Carapinheira veio a Arazede, para dar a conhecer curiosidades da História do chá. Alguns aspetos foram sendo especialmente sublinhados pelas professoras presentes, em diálogo com as crianças.
Entretanto, também o 7º B se veio juntar ao público presente. Mas, para surpresa de muitos, traziam algo para dar: "poemas com cor e aroma". A Beatriz Jesus foi a primeira, com o poema "Pastoral", de António Gedeão. Outros se juntaram a ela, de frente para o público. E, um após o outro, foram apresentando, e muito bem, poemas de Cecília Meireles, Saúl Dias, Luísa Dacosta, Álvaro Magalhães...

No fim deste nosso encontro, os visitantes fizeram questão de ver de perto os trabalhos em exposição na BE.
Antes da despedida, houve ainda uma prova de chá, camellia sinensis, uma das espécies referidas pela professora Floripes na sua apresentação, e que uma das mães presentes teve a amabilidade de fornecer. De facto, não há idade para se gostar de chá - que o digam os que, nesta bela manhã, não resistiram a saboreá-lo!



Ainda na quinta-feira, teve lugar na BE a Hora do Conto com o 1º Ano, com a participação de dois encarregados de educação desta turma: de manhã, o pai do João Nuno; de tarde, a mãe do João Malhão.

A encerrar esta Semana da Leitura, uma partilha de conhecimentos e de pesquisas pelos alunos do 3º e 9º Anos, que, por diferentes razões, se dedicaram ao estudo das plantas aromáticas e da alimentação.
Alguns meninos do 3º Ano trouxeram plantas, que colheram no quintal com a ajuda dos pais, acompanhadas da respetiva "ficha", com que a BE os desafiou, no final das sessões sobre o uso da Enciclopédia. Um dos aspetos que referiram foi o aproveitamento dessas plantas na culinária... A esse respeito, quisemos saber o que já sabiam fazer na cozinha os alunos do 9º Ano. Não puderam vangloriar-se, porque na turma dos mais novos há quem ajude a fazer bolos e já saiba lavar a loiça!
A propósito da alimentação, alguns alunos do 9º B  distinguiram o azeite como exemplo de uma gordura insaturada, presente noutros alimentos saudáveis - como "alguns peixes", apressou-se a dizer o Rafael, do 3º Ano. O 9º B completou: as carnes vermelhas, como o porco ou a vaca, são exemplos de alimentos que contêm gorduras más para o organismo - as gorduras saturadas, que provocam alterações graves no colesterol. "O colesterol muito alto", esclareceram alguns meninos do 3º Ano, "faz mal, porque pode entupir as artérias e isso é muito perigoso!"; "Pode-se morrer mesmo!", acrescentaram. Rimo-nos com a seriedade e o acerto destas observações - de que o 9º Ano não estava à espera...
E assim, de curiosidades que se foram partilhando, a partir de leituras científicas e informativas ou a partir da observação da natureza, se fez este momento, no último dia da Semana da Leitura.

sábado, 11 de março de 2017

Saber pesquisar na enciclopédia

Neste segundo período, as turmas do 3º e do 4º Anos têm vindo a treinar na BE a pesquisa de informação, a propósito do estudo das plantas. As sessões "Saber pesquisar" e "Saber usar a enciclopédia" foram as mais recentes propostas que fizemos a estes alunos, desafiando-os a manusear obras deste tipo, reconhecendo a forma como organizam a informação, percebendo a utilidade de sumários e índices remissivos, tirando partido dos glossários...
Nestas sessões, após um primeiro contacto com um volume de enciclopédia, para exploração livre, cada grupo debruçou-se sobre a obra que lhe foi atribuída e, com o apoio dos professores, deu início ao preenchimento de uma ficha orientadora específica, selecionando as necessárias informações...
Seduzidos pelas imagens, os nossos pequenos investigadores tiveram que fazer um esforço para prestar atenção à relação entre as imagens e a informação escrita, procurando dar resposta às lacunas da ficha. O mais difícil foi mesmo selecionar o essencial e perceber que informações respondiam, de facto, ao solicitado. 
Mas, apesar da dificuldade da tarefa, a maioria dos alunos, quer do 3º, quer do 4º Ano, entregou-se empenhadamente à pesquisa. E tendo terminado o seu trabalho antes do previsto, alguns grupos quiseram repetir o desafio, com outra ficha e outra obra!
No fim, os alunos registaram os principais elementos bibliográficos da obra consultada e as páginas de onde extraíram informação.

quarta-feira, 8 de março de 2017

Em segurança na Internet

Ao longo das últimas semanas, temos relembrado na BE o Dia da Internet Segura, este ano assinalada a 7 de fevereiro. Desta vez, contámos com a colaboração da Equipa da Escola Segura, da GNR, que dinamizou para cada turma do 2º CEB e 7º Ano sessões dedicadas ao tema.
Num diálogo esclarecedor, integrando a visualização de pequenos filmes, os alunos puderam ouvir, responder a questões e colocar dúvidas, verificando que prevenir certos perigos e seguir práticas de segurança são a melhor maneira de desfrutar da Internet. Por outro lado, recorrer aos pais, professores, assistentes operacionais, ou mesmo às autoridades, é a solução perante uma situação ameaçadora.

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2017

Saber referenciar a bibliografia em trabalhos de pesquisa

No âmbito da literacia da informação, e em especial no que diz respeito aos métodos para a organização de um trabalho de pesquisa, nas suas sucessivas etapas, tem sido também preocupação das BE do Agrupamento esclarecer os alunos mais crescidos sobre as normas de referenciação bibliográfica. 
Também na nossa BE, e na sequência das sessões dedicadas à exploração do guião de apoio à realização de trabalhos, convidámos as turmas do 8º e 9º Anos para sessões práticas que, após uma sistematização inicial, experimentaram fazer a referenciação bibliográfica de livros, artigos de periódicos e documentos da web, com a ajuda de um guião, aprendendo, assim, a elaborar corretamente a bibliografia de um trabalho.
Não é tarefa fácil para quem está a começar! Mas a consciencialização dos alunos para essa necessidade e o contacto com um procedimento normalizado é já uma primeira etapa no processo.

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Vamos falar de... Violência no namoro

Este ano a quadra de S. Valentim trouxe à BE, não apenas a poesia do amor, mas também o lado  opressivo e doloroso que, por vezes, as relações amorosas, sendo doentias, podem esconder. Convidámos, pois, a psicóloga Gabriela Freitas para vir falar sobre este assunto com as turmas do 9º Ano, numa sessão de sensibilização que decorreu na segunda-feira.

Sendo, embora, ainda muito jovens e com muito tempo pela frente, os nossos alunos beneficiaram desta iniciativa, que os despertou para alguns sinais muito simples e concretos para os quais devem, desde já, estar alerta. Contrariamente à ideia que muitas vezes existe, a violência não decorre apenas da agressão física, mas também da agressão verbal, que pode ser veiculada presencialmente ou através dos meios digitais e da Internet. E palavras como "bater", "gritar", "insultar", "caluniar", "humilhar"... nada têm de amoroso e não devem nunca fazer parte da rotina de um casal. Aceitá-las como "normais", ainda que em pequenos gestos, é o caminho para um crescendo de violência e de sofrimento que jamais se pode tolerar.

Como frisou a psicóloga Gabriela, muitas vezes, os problemas graves começam com pequenas coisas... que nunca devem ser desvalorizadas. Sobretudo na idade dos jovens presentes, falar com um adulto de confiança - os pais, professores, assistentes operacionais, ou com agentes de autoridade - é sempre uma forma segura de ajudar a ultrapassar situações de violência, vividas pelo próprio jovem ou por amigos seus.

Boletim da Biblioteca - Dezembro 2013

Boletim da Biblioteca - Junho 2013

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