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quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Livros tagarelas

 A atividade "Livros tagarelas" tem continuado a colorir a BE. Recentemente, os meninos do 1º Ano vieram conhecer a história d' O Coelhinho branco (versão de António Torrado), através da apresentação dramatizada do Eduardo e da Sandra do ATL.
A aventura do Coelhinho Branco foi uma animação para estes ouvintes, que não escondiam a surpresa perante animais tão garbosos, mas tão cobardes... E no fim vibraram com a valentia da Formiga Rabiga, de quem nenhuma força se esperava. Mas a animação foi total, com direito a palmas e "Vivas!" diante do desfecho que o Coelhinho deu à história, graças à ajuda de todos os seus amigos!
Depois da história, passámos à expressão plástica, dando novas cores ao protagonista... Para além dos adultos presentes, também a Mariana e a Carolina do 9º Ano deram uma ajuda aos ilustradores.
Hoje, foi a vez da turma do 2º Ano vir à BE, para escutar a história d' O príncipe com orelhas de burro, conto tradicional português na versão de Adolfo Coelho.
Esta obra das Metas Literárias foi o ponto de partida para uma atividade que prometia ser tão interessante como árdua...
Felizmente, os nossos pequenos leitores estiveram à altura e mostraram do que já são capazes!
Depois do reconto oral da história, em que muitos dos alunos participaram, o desafio foi passar ao reconto no papel - lendo trechos em voz alta, completando e escrevendo frases inacabadas e ilustrando algumas passagens do conto. Da leitura à escrita e da escrita à ilustração, havia que reconstruir a narrativa...
E houve belas surpresas!

quarta-feira, 26 de outubro de 2016

Oficina de Escrita na BE: Quem conta um conto...

O tema da Alimentação tem dado que falar na BE, ao longo deste mês de outubro. E, no caso da turma do 4º Ano, deu que falar e que escrever... No âmbito da atividade "Livros Tagarelas", a BE tinha para lhes propor uma oficina de escrita, inspirada no conto tradicional português "A mulher gulosa", recontado por Luísa Ducla Soares, na obra Contos para rir.


E, se a história os divertiu, o desafio de lhe imaginar um novo desenvolvimento e outro desenlace não foi menos engraçado. A ficha orientadora lançou sugestões e deu o passo-a-passo necessário para a construção da narrativa. E os professores foram apoiando...


Da discussão em grupo, nem sempre fácil, à tomada de decisões ao nível das ideias, da sintaxe, do vocabulário, foi preciso algum esforço e vontade de fazer a história chegar ao fim! Mas uma oficina de escrita é isso: imaginar, experimentar, escrever, corrigir... desistir, amuar, recomeçar... e no fim respirar de alívio e orgulho.  
Foi o que aconteceu aqui. Cada grupo apresentou a sua versão desta história, pois quem conta um conto acrescenta um ponto! 
Mas também o 6º Ano veio à BE, na aula de Português, para uma oficina de escrita. No caso destes alunos, a Fábula foi o género escolhido pela professora, que, deste modo, ampliou o trabalho da sala de aula. Na BE selecionámos a história do macaco que foi coroado rei...
Depois da fábula, questionámos a moral da história... O macaco agiu sem pensar e sofreu as consequências, mas não mereceria outra oportunidade? Os alunos passaram à escrita, seguindo as dicas e orientações da ficha e prosseguindo a história do imprudente macaco e da raposa matreira... 
Naquela selva, como noutras, impera a lei do mais forte - mas por vezes a força está na inteligência, na amizade, no altruísmo... E, trazendo outras personagens para a ação, quase todos os grupos quiseram dar ao alegre macaco nova oportunidade de ser o rei dos animais. 
Parabéns ao 4º e ao 6º Ano pelo bom trabalho!

quinta-feira, 17 de março de 2016

Elos de inspiração na Semana da Leitura


Porque a leitura se vive em qualquer idade, e a sua descoberta começa bem cedo,  aos meninos do jardim de infância do Tojeiro couberam as honras de abrir a Semana da Leitura 2016 na nossa BE. Em exposição temos tido magníficos trabalhos realizados pelas crianças, em torno do projeto "Pequenos Chefs", que, desde o início do ano letivo, vem inspirando este grupo. Particularmente, a obra O Ciclo do Pão, de Cristina Quental, trouxe à BE o sabor da imaginação...
Das histórias exploradas no jardim de infância e revisitadas, depois, no ambiente familiar, nasceram ainda os belos trabalhos que os pais ajudaram a confecionar, partilhando connosco o prazer da leitura em família...
E porque o prazer de ler se contagia, a Semana da Leitura continua, entrelaçando elos de inspiração. Ontem, por exemplo, a BE acolheu um grupo de convidados, de dentro e de fora da nossa escola, de diferentes gerações, com diferentes experiências de vida, que partilharam com os alunos do 8º e do 9º Anos as suas vivências da leitura. Tivemos connosco o Major Manuel Marias dos Reis, ilustre figura da comunidade e autor de Memórias de Arazede (2013), dois ex-alunos desta escola, atualmente no 12º Ano (Inês Agostinho e Rafael Trindade), duas encarregadas de educação (Alice Reis e Sónia Trindade), os dois animadores do ATL Fernão Mendes Pinto (Sandra Noronha e Eduardo Munhoz), duas professoras da EB 2/3 de Arazede (Aurora Martelo - Português; Teresa Almeida - Ciências Físico-Químicas).
Haverá uma idade para se gostar de ler? Será possível aprender a amar os livros quando estes são escassos e preciosos? Conseguirá a leitura obrigatória estragar o prazer de ler, ou, pelo contrário, fará descobrir a beleza de obras que, de outro modo, jamais se conheceriam? Será o suporte livro o veículo por excelência para a fruição da leitura?
Por entra a conversa, destacaram-se as partilhas do Major Manuel Reis, que nos falou da sua experiência de leitura na infância (era o padeiro que lhe emprestava livros, quando o Major, em menino, ia ao pão; assim leu os romances de Camilo Castelo Branco e Júlio Dinis). Também o Rafael Trindade nos mostrou os livros que tem andado a ler, contando o muito que tem descoberto neles...
Atentos, os nossos alunos seguiam a conversa e o bom humor dos convidados. Do muito que se disse, muito ficou ainda por dizer. Acima de tudo, como observou a Inês Agostinho, importa dar a cada livro a oportunidade de ser lido, sem preconceitos, abrindo-nos à sua descoberta e deixando que nos surpreenda.
Mas, como confessaram alguns dos nossos convidados, a leitura anda, muitas vezes, aliada à escrita. E de escrita se faz, também, esta Semana da Leitura. Um outro momento que merece destaque é a atividade "Um nome, uma vida", resultante da exposição sobre o Holocausto, que esteve na BE no passado mês de fevereiro.
Como previsto, as turmas do 9º Ano reuniram-se de novo, para apresentar, cada aluno que o quis, o texto que havia escrito, imaginando um destino para uma das personalidades presentes num dos placards da exposição.
Mais do que uma sucessão de datas, factos e locais, alguns alunos conseguiram, e muito bem, relatos verdadeiramente humanos, em que a História fotografou a realidade...
 E a Semana continua... boas leituras!

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Os contos tradicionais voltaram a inspirar os alunos do 2º CEB, que escreveram na aula de Português, também eles, textos de sabor tradicional... Aqui ficam dois exemplos!


A abelha e a borboleta

Era uma vez uma borboleta chamada Manuela. Ela gostava muito de dançar, cantar e esvoaçar pelos campos floridos.
Enquanto a abelha Rita transportava o pólen das suculentas flores para fazer o mel para o outono, a borboleta brincava com as flores e namorava com o girassol.
Quando a Rita via a Manuela e o girassol dizia-lhes:
-Namorem, namorem… O outono está a chegar e o frio aproxima-se. Quero saber como é que vocês se vão alimentar. Passam o tempo a divertir-se e não recolhem nada!
Disseram estes ofendidos:
-Preocupa-te com a tua vida, que nós preocupamo-nos com a nossa!
-Está bem. Depois não digam que não vos avisei - respondeu a abelha Rita.
Passados alguns meses, chegou o outono. Estava a abelha Rita dentro da sua colmeia, muito descansada, quando ouviu o som da sua campainha.
-Quem será a esta hora?! - exclamou.
-Sou eu, a borboleta Manuela! Por favor, deixa-me entrar! -respondeu um pouco aflita.
A abelha Rita disse, suspirando:
-Ah! Não me digas que estás sem comida e vieste bater à minha colmeia para me pedir alimento… Será que estou errada?
-Não estás errada. Peço desculpa por não ter ouvido os teus conselhos, mas agora estou arrependida por não ter trabalhado. Podes dar-me um pouco de alimento, por favor?!
-Está bem, mas para a próxima vai trabalhar para os campos. Toma este pote de mel, deve chegar para algumas semanas. Depois, terás de pedir a outra abelha, eu já não te dou mais oportunidades.
A borboleta ficou eternamente agradecida e jurou que no próximo ano iria trabalhar e ajudá-la a carregar o pólen.

A moral desta história é tão clara como a água: é nos momentos de aflição que se distinguem os verdadeiros amigos. E também existe outra moral nesta história: primeiro o dever e depois o prazer.


Andreia Cavaleiro-6ºA
Inês Félix-6ºA
Vítor Badlo-6ºA


A galinha dos ovos de chocolate

            Há muito, muito tempo, na Quinta dos Sobreiros, viviam dois camponeses que eram pobres.
        Um dia, a camponesa descobriu que a sua galinha punha ovos de chocolate e contou ao marido, que ficou entusiasmado por ter uma galinha muito especial.
        De imediato, decidiu chamar os jornalistas que invadiram a quinta.
 A galinha ficou revoltada e chamou os animais para atacarem os jornalistas, que fugiram com grande aflição.
         Depois agradeceu a todos os animais, principalmente ao seu amado galo.
        A cadela e o cão estavam muito felizes por terem ajudado a galinha, pois eram muito convencidos tal como o gato, a gata, o cavalo e o boi.
        Após este acontecimento, o camponês, furioso, tentou matar a galinha, esperando que ela tivesse ovos de chocolate dentro de si, mas esta fugiu apressadamente e foi avisar todos os animais que tinham de fugir com ela para outra quinta, porque o camponês queria matá-la.
        Na sua nova casa, na Quinta do Vale, a galinha e o galo tiveram pintainhos, também especiais como a sua mãe.
        O gato e a gata tiveram um gatinho muito bonito e a cadela e o cão tiveram uma ninhada de cachorros.
        Passado um ano, o camponês da Quinta dos Sobreiros, desgostoso com a fuga dos animais, adoeceu gravemente e faleceu.
        Algum tempo depois os animais souberam da notícia e voltaram para a Quinta dos Sobreiros, onde viveram muito felizes com a camponesa, que era muito bondosa e honesta.

Luana Reis-6ºA
Lara Ribeiro-6ºA 
Diana Pereira-6ºA

sexta-feira, 20 de março de 2015

A maior flor do mundo - José Saramago

Neste 1º dia de primavera, prestámos a nossa homenagem às árvores e à floresta, que serão celebradas amanhã. Na EB1 de Arazede, a turma do 3º Ano escutou A maior flor do mundo, de José Saramago, uma obra que, a par da beleza das palavras e de tudo o que nos faz imaginar, nos permitiu refletir sobre a simbologia do gesto do menino protagonista; um gesto que reúne todo o carinho e cuidado que as plantas, as árvores, a floresta nos merecem.
Depois de percorrido o livro, veio a propósito o poema de Luísa Ducla Soares "Quem planta uma floresta" (da obra A gata Tareca e outros poemas levados da breca); um poema que fez relembrar tudo o que a floresta nos dá. Convidados a dar continuidade ao poema, as crianças criaram novos versos, que entretanto disseram em voz alta.
E a atividade não ficou por aqui. A professora Elisabete havia preparado dezenas de corações de cartolina para a criançada recortar; gravada a frase "Gosto muito de ti!", foi só fazer um furinho e passar fio por cada coração...

... e, desta forma, dar um grande abraço às árvores do recreio, como se fossem todas as árvores do planeta!


E porque a leitura e os livros estão em festa esta semana, a turma do 3º Ano tinha uma "prenda" para a BE... Obrigada!

Boletim da Biblioteca - Dezembro 2013

Boletim da Biblioteca - Junho 2013

Boletim da Biblioteca - Março 2013

Boletim da Biblioteca - Dezembro 2012

Boletim da Biblioteca - Junho 2012

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